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2016-08-27T00:58:54+02:00

72 virgens e 30 moedas de prata

Publicado por Abigail Pereira Aranha

Abigail Pereira Aranha

Os antifeministas que, além de criar um feminismo uniformizado, associam o Feminismo a liberalidade sexual heterossexual feminina não estão interessados em combater um feminismo real. As contradições são visíveis: os homens dizem que as mulheres são promíscuas e dizem que são rejeitados por todas; os antifeministas (homens e mulheres) dizem que o Feminismo incentiva, ao mesmo tempo, o lesbianismo, a disponibilidade sexual das mulheres aos homens e a criminalização do sexo heterossexual; eles dizem que o Feminismo estimula o aborto e produz o aumento de mães solteiras. Mas por quê?

Em última análise, o argumento a favor do Conservadorismo é que a Igreja Católica passou quase 15 séculos discursando sozinha para analfabetos até a Revolução Francesa, e menos de 15 séculos e meio até a publicação do Manifesto Comunista. A falta de questionadores, e mesmo a incapacidade para sobreviver ao questionamento, acabaram sendo as provas de que o Conservadorismo era inabalavelmente válido. Então, bastou o Conservadorismo perder o monopólio do discurso para cair ponto por ponto, isso pressupondo que o que se entende como valores tradicionais são mesmo os mesmos há séculos. Da mesma época da Primeira Onda do Feminismo é o mito de que países socialistas não se sustentam. Quando a segunda onda chegou, não só a União Soviética estava quase indo ao velório de Ludwig Von Mises, Cuba também tinha se tornado socialista. Regras de conduta de igrejas cristãs tradicionais da época da primeira onda são ouvidas com espanto não pelos mundanos, mas pelos membros das mesmas igrejas hoje. Casamentos arranjados pelos pais do casal são vistos como intromissão de anciões para fazer as vidas dos filhos tão infelizes quanto as deles mesmos. E com razão. A reverência aos mais velhos leva ao corolário de que se um jovem consegue refutar o idoso, é o jovem que tem alguma coisa errada. Esta ideia está indo para o devido lugar. Renúncia e sacrifício são vistos como discurso de otários e de fracassados mal assumidos. Ainda mais em lugares e tempos onde pessoas conseguem vagas de emprego ou de cursos universitários apenas por serem mulheres ou negras. Todas as lendas puritanas sobre masturbação e pornografia dos séculos XIX e XX já foram desmoralizadas publicamente, e uma pesquisa antiga já dava que 10% dos jovens das igrejas dos Estados Unidos já tinham visto um filme pornográfico de 6 meses antes até então, o que significa que os pregadores em geral são tão boçais que não sabem nem do risco das próprias asneiras. Então, o que ficou?

O Conservadorismo estava pronto para morrer com a última velha caipira invejosa de qualquer mulher de cultura razoável que teve um orgasmo na vida, e surgiu uma esperança: o Feminismo e o Socialismo começaram a dar merda e a merda começou a feder. Quem conhece bem de Lógica sabe que se duas ideias são contrárias e uma delas está errada, isso não significa que a outra está certa (o contrário, sim, é verdade). Mas tudo bem. Os conservadores não precisam mais preparar lendas espalhafatosas sobre o movimento feminista: a própria militância feminista já tem feito coisas que talvez superem a imaginação de muitos inimigos. Mas não é só a ação da militância feminista, nem mesmo só as militantes: os homens estão se afastando das mulheres e fugindo do casamento como o vampiro do sol (e se querem saber, acho que ainda está pouco). Mas vamos ver que o antifeminista conservador dá a entender que o Feminismo surgiu do nada na década de 1960. Esse foi o começo da Segunda Onda. E a primeira, que começou mais de 100 anos antes? Esta era conservadora, era contra o aborto, contra o lesbianismo e lutava pela redução da participação da mulher no mercado de trabalho, por exemplo. Mas ainda temos mais: qual foi o pregador cristão que já mencionou nesta década, em sermão na igreja ou mesmo em vídeo no Youtube, uma daquelas frases de feministas de ódio aos homens? Aliás, qual foi o pregador cristão que sequer dedicou uma fala sobre Feminismo? Os próprios movimentos de Direitos Humanos dos Homens começaram com rupturas de homens que estavam em movimentos feministas.

O meio conservador não tem tanta gente com a malícia de atacar o Feminismo para esconder como o tornou possível quanto a militância de esquerda tem a malícia de absorver as igrejas cristãs dentro da sociedade socialista. Inclusive porque os conservadores em geral são muito limitados intelectualmente, mesmo os mais cultos. Então, temos uma legião de rapazes virgens falsos moralistas que são mal sucedidos sexualmente, de rapazes mais velhos infelizes com o histórico de namoro e casamento e sem perspectiva de encontrar uma mulher que presta, todos esses seduzidos pelas ideias de romantizar a época em que os pais nasceram e da difamação compulsiva das mulheres que gostariam de comer e não conseguem, de senhoras que tratam a falta de orgasmo como princípio moral superior, e de ninfetas que tentam capitalizar o próprio hímen como as bisavós faziam na juventude; todos eles descobrindo o Feminismo. Mas eles misturam ao feminismo verdadeiro um feminismo à imagem e semelhança de suas próprias frustrações ou conveniências. Uma prova disso é que páginas conservadoras autointituladas antifeministas editadas por mulheres atraem homens com nostalgia puritana, mas nenhum interesse de mulheres feministas.

Aliás, o combate ao sexo une os conservadores e os feministas. Os conservadores dizem que o Feminismo defende a liberalidade sexual heterossexual feminina; os feministas dizem que ela é produção da sociedade tradicional. Por isso eu mesma já fui chamada de feminista por mulheres conservadoras e de machista por mulheres feministas. Mas só as feministas lésbicas talvez tenham algum controle da repressão sexual heterossexual. Os conservadores antissexo são só invejosos da qualidade de vida sexual dos outros.

Diz-se no Islamismo que um muçulmano fiel vai ter 72 virgens no Paraíso. Muitos homens que se dizem antifeministas buscam essa recompensa mais as 30 moedas de prata que Judas Iscariotes ganhou para entregar Jesus Cristo. Deem-me uma virgem e eu não vou protestar contra as falsas denúncias de estupro. Deem-me uma virgem e eu mesmo vou participar de qualquer linchamento de um homem simplesmente acusado de assediar ou estuprar uma mulher. Deem-me uma virgem e eu não vou protestar contra a epidemia de suicídio de homens casados e divorciados. Deem-me uma virgem e vocês podem censurar a pornografia e criminalizar a prostituição. Deem-me uma virgem e eu não me incomodo de talvez morrer de acidente de trabalho enquanto eu trabalho para sustentá-la em casa.

A partir de agora, você pode comprovar tudo que eu estou dizendo quando vir uma página conservadora, antifeminista ou mesmo MGTOW glorificando os anos 1950 ou meados dos anos 1960. Porque na época, o Socialismo e o Feminismo já existiam, falsas denúncias de crimes sexuais como conhecemos hoje já existiam e eram difíceis de serem provadas (como falsas), os acidentes de trabalho e as doenças profissionais eram mais comuns (vítimas quase sempre homens), o contato dos homens com as mulheres era muito penoso, e a existência de um grupo de Direitos Humanos dos Homens era inviável. Isso só pode fazer sentido como uso do masculinismo como trampolim de um reavivamento vitoriano.

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2016-08-24T22:54:52+02:00

29 de agosto é o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, é A Vez das Mulheres de Verdade darem visibilidade para vocês

Publicado por Abigail Pereira Aranha
Morte aos machos. Gi Souza (https://www.facebook.com/gislainefds). Brenda Salles: Amei

"Morte aos machos". https://www.facebook.com/photo.php?fbid=201332536897089&set=a.101115160252161.1073741826.100010610311170. Perfil de Gi Souza: https://www.facebook.com/gislainefds. Brenda Salles: "Amei".

Eu luto pelo fim da cultura do estupro. Fora Temer. Brenda Salles (https://www.facebook.com/brenda.salless)

"Eu luto pelo fim da cultura do estupro. Fora Temer." Perfil de Brenda Salles: https://www.facebook.com/brenda.salless.

E já que a "Justiça julga válida demissão com justa causa por 'curtida' no Facebook" e "Internautas podem ser condenados por 'curtir' ou 'compartilhar' posts no Facebook", que tal nós fizermos os BOSTAS do Judiciário agirem como homens?

Abigail Pereira Aranha

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2016-08-24T18:45:21+02:00

Todo desprezo à polícia

Publicado por Abigail Pereira Aranha

Abigail Pereira Aranha

Um exemplo da "espiritualização" que os conservadores fazem do mundo é dizer que os governos de esquerda estimulam o banditismo e glorificar a polícia do mesmo governo esquerdista, que devia reprimir os bandidos e proteger as pessoas honestas e faz o contrário. Uma coisa que as pessoas comuns perdem de vista é que ser bom e honesto não é um não-fazer. Uma coisa que os cristãos perdem de vista é que os acontecimentos no contexto humano se fazem de pessoas agindo no mundo real. Até alguns milagres bíblicos foram assim. Por exemplo, Moisés e Arão foram até o Faraó para tirar o povo de Israel do Egito e, antes de conseguirem, meteram um cajado no rio Nilo para transformar as águas em sangue. Então, o bem não reina quando só o mal age. Bom, eu sou ateia, isso me ajuda a ver e dizer isso melhor que o cristão típico.

Um policial típico é quem faz cumprir todas as leis como a que diz que os motoristas devem usar farol na rodovia durante o dia, leis feitas por deputados, senadores e vereadores que são militantes de esquerda ou tremem de medo da militância esquerdista. Não só isso, dado que um valor das polícias e das Forças Armadas é o respeito à hierarquia, o soldado típico é submisso, em última análise, a uma legião de apadrinhados, incompetentes, inconsequentes, estúpidos, covardes, bajuladores e corruptos. E eles também se submetem a uma série de picuinhas fora do expediente. Então, visto que eles têm todo o suporte para se lascarem quando enfrentarem criminosos de verdade, a intrepidez do policial típico é confiscar mercadoria de vendedores ambulantes, multar motoristas, ser coadjuvante de intrigas da militância de esquerda e acolher denúncias falsas de vadias. Nisso, eu me refiro ao policial honesto. Fazendo isso, os policiais honestos podem garantir o salário miserável e uma vida com menos turbulência; os policiais desonestos podem garantir um esquema de enriquecimento ilícito e fodas com as maiores vadias do pedaço.

O que mais faz a polícia ser digna de desprezo é que o cidadão honesto é praticamente o único que precisa temer a polícia. A polícia quer confiscar a arma do cidadão honesto e prendê-lo por porte ilegal de arma enquanto as taxas de homicídios só aumentam, os criminosos de verdade nem dão bola para a Campanha do Desarmamento e a própria polícia já começou a usar pistolas de choque. A polícia está autorizada pelo Supremo Tribunal de Justiça a aceitar como prova de estupro a mera palavra da vítima, dando à mulher o direito de calúnia e tirando do homem o direito de levar uma vida honesta em paz. Também é menos provável um homem ir para a cadeia por cometer um homicídio do que por dever pensão alimentícia. Mas é claro que os policiais se mobilizam. Para reclamar do salário.

Vou pegar um exemplo, para quem ainda não entendeu. Indiana Aríette foi chamada em outubro do ano passado para um depoimento no Congresso requerido por Jean Wyllys, um deputado aliado de Dilma Rousseff, sobre a página dela Faca na Caveira, que é de direita e militarista (http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2025032). Quantos dos mais de um milhão de seguidores da página dela no Facebook são militares? Houve alguma nota em qualquer veículo de qualquer polícia estadual sobre isso?

O policial e qualquer agente do Poder Judiciário é quem tem o papel de fazer as leis serem cumpridas. Então, um policial que está mais preocupado em controlar o que faz e o que diz dentro e fora do trabalho para garantir o seu posto na burocracia estatal é cúmplice, não herói. Por isso, caso não tenham notado, toda a oposição ao desastre político nacional brasileiro, inclusive na área de segurança pública, vem de pessoas comuns que se mobilizam, e toda a parte que cabe ao Poder Judiciário é crédito de indivíduos. Nas manifestações populares contra o governo Dilma Rousseff, mesmo com repúdio às instâncias superiores do Judiciário, vários participantes deram manifestações de apoio ao juiz Sérgio Moro; mesmo com repúdio à imprensa, vários participantes deram manifestações de admiração ao jornalista Olavo de Carvalho; até a classe política teve um político aparecendo e sendo aplaudido, o deputado federal Jair Bolsonaro; mas nem os defensores da intervenção militar citaram um nome de militar digno de nota.

Policiais, vocês fizeram greve por causa das falsas denúncias de crimes sexuais? Salário baixo, eu acho é pouco! Estupro: palavra da vítima vale como prova em crimes contra liberdade sexual (STJ Notícias). Universitária volta atrás, admite que não foi estuprada e é indiciada no Rio Grande do Sul (G1). Mentira de enteada deixa homem preso por cinco meses (Revista Consultor Jurídico).

Eu sugiro começarmos com manifestações anônimas como a minha, eu colei um cartaz na entrada de uma delegacia durante uma greve da Polícia Civil. Eu devo fazer mais cartazes com a frase "Salário baixo, eu acho é pouco". A ideia do anonimato (no meu caso, quase anonimato, como vocês verão na foto) não é fugir de retaliação, é tentar passar para a polícia que o medo da população ordeira é a última coisa que ela tem e até isso ela está perdendo. Vamos nos lembrar de que os policiais são chamados de fascistas e assassinos, e termos do tipo, por arruaceiros vagabundos da militância esquerdista e ficam quietos.

Três milhões de pessoas sem experiência em militância fazendo passeatas nas ruas em centenas de cidades em março deste ano, depois de dois anos seguidos de retração econômica, escândalos políticos e deterioração da segurança pública, fazem a polícia imperdoável. E como ficou mostrado quando um avião da Força Aérea Brasileira foi dispersar a greve dos caminhoneiros contra o governo Dilma em Tocantins, quem começa a luta contra o erro como covarde chega ao meio como omisso e pode acabar como cúmplice. Se os bandidos não têm e nem precisam ter medo dos policiais, eles devem receber o mesmo desprezo que qualquer funcionário público medíocre merece. Porque é isso que eles são. Pregar contra a esquerda e cultuar a polícia e as Forças Armadas é nostalgia de trisnetos de latifundiários da República Velha.

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2016-08-22T23:55:22+02:00

A mulher é o negro do Feminismo - episódio 3: "quando a questão é aborto, é direito da mulher; quando é venda de sexo, o Estado deve intervir"

Publicado por Abigail Pereira Aranha

Jogos "família" veem briga ideológica de prostitutas e feministas radicais

Luiza Oliveira

Do UOL, no Rio de Janeiro

08.08.2016 01h21

Getty Images

Turistas estrangeiros em busca de sexo fácil, prostitutas nas ruas, exploração sexual de menores... Quando se fala em grandes eventos como Olimpíadas, esses assuntos sempre vêm à tona. Mas o Rio de Janeiro olímpico vive um cenário diferente. As garotas de programa preveem época de vacas magras com a crise econômica e uma forte repressão policial. E a questão vai bem além disso: elas travam uma disputa ideológica contra um grupo ligado ao feminismo radical.

O confronto entre garotas de programa e essa linha de feministas ficou acalorado em grupos de discussão e já trouxe consequências para os Jogos. Enquanto as prostitutas lutam pelo direito de exercer sua profissão e serem tratadas como trabalhadoras normais, as feministas radicais agem contra essa proposta.

A ativista e advogada Eloisa Samy, considerada uma das líderes dessa linha do feminismo, acredita que a prostituição representa a principal forma de exploração da mulher em uma sociedade patriarcal. Por isso, pede que haja uma maior fiscalização em torno da cafetinagem durante os Jogos e defende até o aumento da intervenção policial para inibir a ação dos clientes e a exploração das mulheres.

"Eu não posso admitir que um evento olímpico, que preza o bem-estar das pessoas com tão nobres ideais, se preste a servir a uma causa tão mesquinha, que é a principal forma de exploração da mulher e da objetificação dos nossos corpos", afirma Eloisa.

Eloisa considera ainda que a prática incentiva o machismo e a violência contra a mulher. "A prostituição também faz parte da cultura do estupro, da indústria da pornografia, de exploração de menores, tráfico de pessoas. Vem turistas homens aqui só para isso, e quem consome é homem. Durante a Copa do Mundo, inúmeras mulheres nas ruas eram chamadas de putas pelos argentinos. E olha que são nossos vizinhos. Está disseminada a ideia da brasileira hipersexualizada peituda, para ser vendida como objeto sexual", reclama.

Feminista da mesma linha, Daniela Lima é contra a repressão policial e acusa a polícia de ser parte dos esquemas de violência contra as mulheres em situação de vulnerabilidade. Mas ressalta a importância da fiscalização da pedofilia. "Em uma situação de mega eventos, o turismo sexual não se separa da pedofilia, não pode ser descolado da exploração de menores. É um quadro, uma realidade. Prova disso é que pegaram espaços de exploração infantil em torno da Vila Olímpica", afirma.

Verdadeiras feministas?

Luiza Oliveira/UOL

Garota de programa e transexual, Indianara Siqueira quer trabalhar nos Jogos Olímpicos. Imagem: Luiza Oliveira/UOL

Os defensores do trabalho das garotas de programa, no entanto, se revoltam com as tentativas do que eles consideram repressivas. Eles afirmam que a prática é legal e não há qualquer relação com crimes como exploração de crianças, que devem ser amplamente combatidos. Acusam ainda algumas linhas do feminismo de disseminarem uma imagem estigmatizada das profissionais que só faz aumentar o preconceito contra elas.

Na visão deles, é um absurdo feministas apoiarem o uso da força da polícia contra qualquer mulher. "É uma falta de noção. A nossa força policial mata pessoas, é tão patriarcal e machista, e elas defendem o direito de a polícia coibir mulheres por determinado comportamento sexual. Elas estão servindo como base de manobra para as tendências mais patriarcais e direitistas do Congresso. Quando a questão é aborto, é direito da mulher, quando é venda de sexo, o estado deve intervir. Estão agindo como se fossem da extrema direita", diz Thaddeus Blanchette, coordenador da pesquisa etnográfica do Observador das Prostitutas. Ele é estudioso do tema e representante da Associação das Prostitutas nos Conselhos Estaduais e Nacionais de Combate ao Tráfico.

Daniela Lima se revolta com esse argumento. "É um ataque comparar mulher feminista com bancada religiosa composta por homens brancos em situação de poder. É completamente inaceitável. A questão não é moral, mas sim política", rebate.

A prostituta e transexual Indianara Siqueira aumenta o coro contra as feministas. Para elas, as garotas de programa representam, na verdade, um enfrentamento ao machismo. "As prostitutas fazem sexo sem intenção de reproduzir, elas cobram, quebram com o patriarcado. Prostitutas são as feministas que rompem, as mais revolucionárias. Elas têm liberdade, são donas dos corpos delas, livres e empoderadas. Sabemos que há mulheres que sofrem na prostituição, mas sofrem mais nos lares domésticos, casadas. A maioria das mulheres é estuprada por homens de confiança a serviço do patriarcado e que fazem sexo de graça. É mais seguro ser puta que esposa nessa sociedade", afirma.

Mas Daniela Lima questiona essa liberdade, especialmente no que diz respeito à prostituição de mulheres negras e pobres. "Até para dizer 'meu corpo, minhas regras' elas têm que estar em uma situação de poder em relação a elas mesmas. Quem fabrica essas regras? Essas mulheres estão sobrevivendo. A maioria das mulheres negras e pobres se prostitui por um prato de comida. Quais são as escolhas que essas mulheres têm? São dignas? Dizer isso é ignorar uma série de violências que ocorrem, mulheres violentadas, estupradas", questiona.

O tema bombou nas redes sociais e ocupou mesas em grupos de debate no Rio de Janeiro. Mas as discussões ficaram acaloradas e já houve acusações de agressões verbais de ambas as partes. Thaddeus Blanchette acusa Eloisa Samy de xingá-lo de "proxeneta" e "cafetão". A ativista se defende e o acusa de desonesto, por inventar calúnias.

O grande embate se dá em torno do Projeto de Lei Gabriela Leite, de autoria do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), que regulamenta a atividade dos profissionais do sexo e está parado na Câmara dos Deputados. O autor defende que a marginalização das pessoas que lidam com comércio do sexo leva à exploração sexual. Os opositores, no entanto, dizem o contrário. Afirmam que a lei vai beneficiar apenas os exploradores e incentivar cafetinagem, já que não garante leis trabalhistas às garotas de programa.

A única concordância é que uma tentativa de abolir a prostituição será em vão. Ambos os grupos defendem que as mulheres que estão nessa atividade se empoderem e tenham uma vida digna. Por isso, é necessário investir em políticas públicas que incentivem a educação e as deem condições de escolher o melhor caminho para o futuro. "A questão que defendo é a inclusão social e o aumento de escolhas para essas mulheres para que tenham escolhas reais e não fictícias", defende Daniela.

Vacas magras nas Olimpíadas

Enquanto o governo não age sobre o tema, as prostitutas precisam trabalhar para garantir seu sustento. Indianara ainda espera lucrar durante os Jogos, mas diz que o quadro já está difícil.

"A gente espera ganhar, mas já temos experiência na Copa em que não tivemos esse lucro todo. Espero que os Jogos tragam mais estrangeiros. Mas vai ter uma repressão muito forte, muitos lugares de prostituição foram fechados, lugares em Copacabana foram fechados. E tem o exército na rua em Copacabana, uma repressão muito grande, muito combate", afirma. "A prostituição não vai ser fácil, a gente não vai ter regalia. E a gente espera não ter regalia, mas no mínimo que lucre todo dia", completa Indianara.

Ágata Oliveira é outra profissional do sexo que pretende sair do centro e migrar para Copacabana na tentativa de ter mais sucesso. Mas ela reclama: "Tem muita polícia na rua, está difícil trabalhar".

Ao contrário do que se pensa, os Jogos são vistos como um período difícil para as profissionais do sexo. Além de uma maior repressão policial na tentativa de higienizar a cidade, as Olimpíadas têm uma reputação de "evento família". O conceito é diferente da Copa do Mundo, considerado um evento majoritariamente masculino. A única aposta para faturar mais seria na ideia de maior liberdade sexual dos atletas, alavancada até pela ampla distribuição de preservativos na Vila Olímpica.

Mesmo se depender da demanda na Copa do Mundo, o cenário não será favorável. O Observatório da Prostituição fez um estudo durante o Mundial e concluiu que houve uma queda na procura de 15%. Nas Olimpíadas, essa queda promete ser mais acentuada. Thaddeus afirma que o público das garotas de programa não é o turista estrangeiro, mas sim a classe trabalhadora carioca que frequenta os bordeis do centro da cidade ou da Vila Mimosa nos dias de semana. Nos dias em que são decretados feriados, esse público não aparece. O trabalho só aumentaria na região de Copacabana, que concentra turistas estrangeiros.

"O fluxo de estrangeiros na Copa não compensou a ausência dos trabalhadores brasileiros no centro da cidade. Visitamos 89 prostíbulos, com os 20 mais frequentados, quase todos os dias em Vila Mimosa e Copacabana. Estima-se que houve queda de 15%", afirma Thaddeus.

Nesta segunda, o Rio olímpico terá o seu primeiro "dia útil". A concorrência será grande.

"Jogos 'família' veem briga ideológica de prostitutas e feministas radicais", UOL, 08 de agosto de 2016, http://olimpiadas.uol.com.br/noticias/redacao/2016/08/08/prostitutas-tem-guerra-contra-feminismo-e-preveem-prejuizo-em-jogos-familia.htm

A atuação da advogada Eloisa Samy dentro e fora dos tribunais

Aos 47 anos, Eloisa Samy Santiago é conhecida por defender muitas causas, dentro e fora dos tribunais. Nos últimos dias, a advogada da jovem que sofreu estupro coletivo — agora afastada do caso — voltou a estar sob os holofotes da mídia, embora amigos e ela própria garantam que esta não seja sua intenção.

As últimas vezes em que Eloisa apareceu nos jornais foram por ocasião das manifestações de 2013 e 2014, das quais participou como ativista. Acusada de ter se envolvido nos protestos que tomaram conta do Rio, a advogada responde a uma ação por associação criminosa movida pelo Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ). O caso ainda não foi julgado. Ela chegou a pedir asilo político ao Consulado do Uruguai, o que lhe foi negado.

Formada pela Universidade Cândido Mendes, em Ipanema, na Zona Sul do Rio, a advogada atua em várias áreas: Direito Civil, Comercial, Trabalhista, de Propriedade Intelectual, Direito Criminal, e ainda no Direito Administrativo, de acordo com o site do seu escritório de advocacia.

Homossexual assumida, Eloisa defende vários direitos das mulheres, entre eles, o direito ao aborto. Vegetariana e apaixonada por gatos, a moradora da Zona Norte mantém um estilo despojado, brincalhão e solidário.

Trecho de "A atuação da advogada Eloisa Samy dentro e fora dos tribunais", de Rafaella Barros, jornal Extra, Rio de Janeiro, 30 de maio de 2016, http://extra.globo.com/casos-de-policia/a-atuacao-da-advogada-eloisa-samy-dentro-fora-dos-tribunais-19393767.html

Meus comentários

Na matéria do outro texto, nós tivemos dois ativistas defendendo a regulamentação da prostituição: uma transexual e um gay. A única prostituta lá dizia que "prostituição é estupro pago". Na primeira matéria, a prostituta entrevistada quer continuar trabalhando. Estamos melhorando.

E enquanto os homens são todos iguais como pardais e são estupradores de mulheres e crianças, as mulheres feministas que odeiam a prostituição têm opiniões diferentes: uma acha justo chamar a polícia para atrapalhar o trabalho de outra mulher e outra não. E dois meses e meio antes dessa primeira matéria, nós vemos em outra matéria, do jornal Extra, das Organizações Globo, que a lésbica paranoica que pensa que todo homem é estuprador é uma pessoa adorável. Ah, e olha só o jeito brincalhão dela.

Eloisa Samy Santiago. Fonte: O Globo, http://oglobo.globo.com/rio/familia-dispensa-advogada-que-defendia-vitima-de-estupro-19393168

E alguém mencionou "investir em políticas públicas que incentivem a educação e as deem condições de escolher o melhor caminho para o futuro". Para não me esticar muito, vou lembrar o artigo da Belle Knox no Huffington Post cujo título traduzido é "Eu não quero sua piedade: trabalho sexual e política de trabalho". Lembrando: ela fez filmes pornôs para pagar o curso universitário e se declara ativista feminista. Temos a Gabriela Leite que decidiu virar puta depois de entrar na universidade. Temos a Nina Hartley, que é atriz pornô e ativista feminista com um curso universitário de Enfermagem (ela foi enfermeira registrada durante a carreira pornô). Então, para sustentar a ideia de que o sexo em geral e a prostituição em particular é uma degradação da mulher, os feministas varrem mulheres dissonantes para debaixo do tapete até no próprio movimento.

Mas pela experiência que temos de lesbossocialistas defendendo a educação, a distinta dama não devia estar mesmo pensando que mulheres com um diploma universitário ou em um curso universitário não se prostituem nem fazem filmes pornográficos. Ela talvez tivesse vagamente em mente que mesmo prostitutas com baixa instrução que são vítimas de violência de verdade nunca se imaginam como lésbicas raivosas defendendo a cultura do estupro (dizendo que essa asneira existe). Educação é importante, sim. Educação feminista para sustentar o movimento feminista, que inclui professoras universitárias que nem passam um mês sem faltar à sala de aula. Mas a ideia nem é só sustentar uma legião de lésbicas parasitas, é criar uma tirania cultural da própria sociopatia. Para isso, vale usar a polícia do patriarcado para afugentar mulheres que se oferecerem sexualmente aos homens.

Diziam os feministas que a mulher é o negro do mundo. Agora, a mulher é o negro do Feminismo.

Abigail Pereira Aranha

[Projeto de lei] Gabriela Leite | Fala Aí, Jean! [Episódio 10]
Questo testo in italiano senza filmati di dissolutezza in Men of Worth Newspaper: "Le donne sono i negri del Femminismo - episodio 3: 'quando la questione è l'aborto, è diritto delle donne; quando è la vendita di sesso, lo Stato deve intervenire'", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/08/le-donne-sono-i-negri-del-femminismo-episodio-3.html.
Questo testo in italiano con filmati di dissolutezza in Periódico de Los Hombres de Valía: "Le donne sono i negri del Femminismo - episodio 3: 'quando la questione è l'aborto, è diritto delle donne; quando è la vendita di sesso, lo Stato deve intervenire'", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2016/08/le-donne-sono-i-negri-del-femminismo-3.html.
Ce texte en français sans films de libertinage au Men of Worth Newspaper: "Les femmes sont les nègres du Féminisme - épisode 3: 'lorsque la question est l'avortement, c'est droit des femmes; quand est la vente de sexe, l'État doit intervenir'", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/08/les-femmes-sont-les-negres-du-feminisme-episode-3.html.
Ce texte en français avec films de libertinage au Periódico de Los Hombres de Valía: "Les femmes sont les nègres du Féminisme - épisode 3: 'lorsque la question est l'avortement, c'est droit des femmes; quand est la vente de sexe, l'État doit intervenir'", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2016/08/les-femmes-sont-les-negres-du-feminisme-3.html.
Eso texto en español sin películas de putaría en Men of Worth Newspaper: "Las mujeres son los negros del Feminismo - episodio 3: 'cuando el tema es el aborto, es derecho de la mujer; cuando es la venta de sexo, el Estado debe intervenir'", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/08/las-mujeres-son-los-negros-del-feminismo-episodio-3.html.
Eso texto en español con películas de putaría en Periódico de Los Hombres de Valía: "Las mujeres son los negros del Feminismo - episodio 3: 'cuando el tema es el aborto, es derecho de la mujer; cuando es la venta de sexo, el Estado debe intervenir'", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2016/08/las-mujeres-son-los-negros-del-feminismo-3.html.
This text in English without licentiousness movies at Men of Worth Newspaper: "Women are the negroes of the Feminism - episode 3: 'when the issue is abortion, it's women's rights; when is sale of sex, the State must intervene'", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/08/women-are-the-negroes-of-the-feminism-episode-3.html.
This text in English with licentiousness movies at Periódico de Los Hombres de Valía: "Women are the negroes of the Feminism - episode 3: 'when the issue is abortion, it's women's rights; when is sale of sex, the State must intervene'", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2016/08/women-are-negroes-of-feminism-episode-3.html.
Texto original em português sem filmes de putaria no A Vez das Mulheres de Verdade: "A mulher é o negro do Feminismo - episódio 3: 'quando a questão é aborto, é direito da mulher; quando é venda de sexo, o Estado deve intervir'", http://avezdasmulheres.over-blog.com/2016/08/a-mulher-e-o-negro-do-feminismo-episodio-3.html.
Texto original em português com filmes de putaria no A Vez dos Homens que Prestam: "A mulher é o negro do Feminismo - episódio 3: 'quando a questão é aborto, é direito da mulher; quando é venda de sexo, o Estado deve intervir'", http://avezdoshomens.blogspot.com/2016/08/a-mulher-e-o-negro-do-feminismo-3.html.

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2016-08-19T08:39:45+02:00

A mulher é o negro do Feminismo - episódio 2: regulamentação da prostituição confronta prostitutas e feministas radicais

Publicado por Abigail Pereira Aranha

Regulamentação da prostituição confronta prostitutas e feministas radicais

Projeto de lei enfrenta o Congresso mais conservador da história do Brasil e a oposição de um grupo de mulheres à legalização das casas de prostituição

Mulheres se prostituem em uma boate no centro do Rio de Janeiro. Luisa Dörr

M. M.

Rio de Janeiro, 01 de agosto de 2016 - 02:37 CEST

A chegada da Olimpíada no Rio esquentou o debate sobre a prostituição e abriu um embate entre prostitutas, acadêmicos e feministas. Em discussão está a regulamentação da profissão em um país onde prostituir-se é legal e reconhecido desde 2002 pelo Ministério do Trabalho. Mas onde os milhares de bordéis, boates e clubes espalhados pelo Brasil configuram crime de rufianismo (exploração de sexual de terceiros ou terceiras visando lucro) castigado com até quatro anos de prisão.

A Rede Brasileira de Prostitutas e a Central Única de Trabalhadoras e Trabalhadores Sexuais abriram a discussão para acelerar a aprovação de um projeto de lei que abre uma janela à regulamentação do ofício. É o Gabriela Leite – em homenagem à principal ativista dos direitos das prostitutas – que em cinco artigos propõe algumas normas para regulamentar uma das profissões mais estigmatizadas do mundo.

O projeto de lei contempla uma modificação do Código Penal onde prostituição e exploração sexual aparecem quase necessariamente associadas. O texto especifica que só deve ser considerada exploração sexual a coação para se prostituir ou a prostituição exercida por menores de 18 anos – o que já é crime –, o não pagamento por serviços sexuais e a apropriação de mais do 50% por parte de terceiros do serviço sexual. O projeto também legaliza as casas de prostituição sempre que nelas não se exerça exploração sexual e contempla a aposentadoria dos trabalhadores sexuais após 25 anos.

O projeto, que data de 2003, foi resgatado em 2012 pelo deputado do PSOL Jean Wyllys e foi discutido com as prostitutas. Tem poucas chances de ser aprovado no Congresso mais conservador da história do Brasil, mas militantes feministas, que reivindicam que o debate sobre a prostituição pertence a todas as mulheres, iniciaram sua própria batalha contra o texto por considerá-lo a "legalização da cafetinagem".

"A regulamentação legitima a mercantilização do corpo feminino. O projeto se atém a tirar da ilegalidade as casas de prostituição e os exploradores, e coloca o Brasil como polo de exploração sexual de mulheres. O projeto é fraco e o discurso é de cafetinagem, não da mulher explorada", lamenta Maria Gabriela Saldanha, escritora, militante feminista e férrea detratora do projeto de lei. "Não há um país onde a regulamentação tenha dado certo. Nós precisamos nos ater a políticas públicas para acolher mulheres que desejam sair ou para evitar que entrem na prostituição", completa Saldanha. "Seria mais honesto fazer um grande debate público e pensar nessas políticas públicas", complementa.

Wyllys critica essa visão. Para ele, um setor do feminismo acabou se alinhando às bancadas mais conservadoras do Congresso. O deputado defende que a proibição atual dos bordéis não impede que continuem funcionando, "da mesma maneira que a criminalização da maconha não impede que ela continue sendo vendida", e afirma que nas casas de prostituição, "que funcionam porque pagam propina às autoridades", as prostitutas e os garotos de programa não têm nenhum direito, "ficam desprotegidos e submetidos a todo tipo de abusos, além de não ter nenhuma fiscalização".

Camerim de uma casa de prostituição carioca. Luisa Dörr

Os cinco artigos do Gabriela Leite são objetivamente insuficientes para regulamentar uma profissão tão complexa como a prostituição – para se ter uma ideia o projeto de lei que regulamentou o trabalho doméstico consta de 46 artigos –, mas para seus defensores é um primeiro passo para enquadrar o negócio dentro da lei. "Trata-se de regulamentar algo que já existe, acabar com a extorsão policial, entre outras coisas. Com a lei vai se abrir uma janela para novos vínculos trabalhistas dos trabalhadores sexuais com os clubes, vai empoderar as prostitutas", defende Indianara Siqueira, transexual, prostituta e militante.

Tatiane Satin, de 21 anos, foi prostituta e tornou-se uma das vozes contra qualquer regulamentação do ofício. Criada no Movimento Sem Terra, catadora de lixo, e que tinha como rotina procurar comida em lixões para sobreviver, começou a se prostituir aos 17 anos. Ela perdeu a conta de quantos homens tocaram seu corpo, diz, mas toda vez se sentiu estuprada. Sua experiência, relata ela, foi um pesadelo e critica a "romantização" do ofício. "Para mim a prostituição é estupro pago. Em quatro anos nunca conheci uma mulher com uma história feliz na prostituição. O PL da cafetinagem não dá direito nenhum, e transforma os cafetões em grandes empresários", disse durante um debate celebrado no Rio um mês atrás.

O debate, que atingiu altos níveis de confronto nas redes sociais, pode ser em vão se for aprovada a reforma do Código Penal que tramita no Senado. Entre as mudanças propostas em mais de 400 páginas que abrangem de crimes eleitorais a crimes de trânsito está a possibilidade de encaixar a prostituição em mais um vazio legal. Se aprovado como está agora, o novo Código não regulamenta a profissão, mas descriminalizaria o rufianismo e as casas de prostituição.

Enquanto os projetos travam nas mesas de deputados e senadores, diante da ausência de legislação – como já aconteceu com o casamento homossexual ou o aborto em casos de anencefalia –, o poder Judiciário acaba ditando as regras. Os tribunais já reconheceram em 2013 o vínculo empregatício entre uma prostituta e um clube de Piracicaba, em São Paulo, e obrigaram o estabelecimento a indenizar com 100.000 reais o filho da mulher, vítima de um acidente de trabalho. A prostituta ficou tetraplégica após uma queda enquanto trabalhava e morreu aos 25 de idade, no decorrer do processo. Em um outro exemplo, este ano o próprio Supremo Tribunal reconheceu a proteção jurídica das prostitutas e a possibilidade de elas cobrarem nos tribunais dívidas derivadas dos seus serviços.

Em outros países, as vozes dividem-se entre os abolicionistas – que considera as prostitutas vítimas sem liberdade de escolha – e os regulamentaristas – para as quais o trabalho sexual é uma atividade que pode ser exercida livremente e deve ser legalizada. Na Suécia, por exemplo, quem paga para ter relações sexuais é um delinquente, um modelo que inspirou outros países como a França, Islândia, Canadá, Cingapura, África do Sul, Coreia do Sul e Irlanda do Norte. Na Holanda, Dinamarca e na Alemanha, por outro lado, as profissionais do sexo pagam impostos e obtêm contrapartidas sociais.

El País, 01 de agosto de 2016 (31 de julho 21:37 no Rio de Janeiro), http://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/28/politica/1469735633_689399.html

Meus comentários

Eu até já mandei alguns elogios à bichona execrável do Jean Wyllys no perfil dele no Facebook por esse projeto de lei. E veja só que coisa chata, um projeto de lei dele que presta, os companheiros dele da esquerda descem o porrete.

Se "nós precisamos nos ater a políticas públicas para acolher mulheres que desejam sair ou para evitar que entrem na prostituição" e "seria mais honesto fazer um grande debate público e pensar nessas políticas públicas", Maria Gabriela Saldanha, por que você não mencionou que a Anistia Internacional defende a descriminalização do trabalho sexual exatamente para proteger os profissionais do sexo? E quando você mencionou casos de profissionais do sexo vítimas de assassinatos ou agressões? Se "não há um país onde a regulamentação tenha dado certo", onde o Modelo Nórdico, onde o cliente é criminalizado e a prostituta não, foi eficaz para reduzir o tráfico de mulheres ou a violência contra prostitutas? A redução da prostituição seria suficiente por si só como medida de sucesso? Dizia o deputado Jean Wyllys que "um setor do feminismo acabou se alinhando às bancadas mais conservadoras do Congresso". Ele quer dizer que uma mulher feminista se une aos inimigos contra outra mulher? Interessante!

Mas vocês conseguiram entender, por esse artigo, quem foi Gabriela Leite, que, por sinal, morreu em 2013? No atalho para o projeto de lei que está no texto, vocês podem ver um pouco mais sobre ela. Até um livro contando casos do trabalho, ela já escreveu ("Filha, mãe, avó e puta", 2009). E nesse artigo, o nome dela só aparece porque é o nome do projeto de lei. Bem, o artigo mostrou uma prostituta a favor da legalização da prostituição: uma transexual. Mas quem tem nome e autoridade para dar opinião sobre a prostituição é a "escritora, militante feminista e férrea detratora do projeto de lei" Maria Gabriela Saldanha e uma certa Tatiane Satin, "de 21 anos, foi prostituta e tornou-se uma das vozes contra qualquer regulamentação do ofício". Porque elas fazem parte de, como vimos no lead, "um grupo de mulheres".

Abigail Pereira Aranha

De Frente com Gabi - Gabriela Leite (03 de novembro de 2011)
[Projeto de lei] Gabriela Leite | Fala Aí, Jean! [Episódio 10]
Questo testo in italiano senza filmati di dissolutezza in Men of Worth Newspaper: "Le donne sono i negri del Femminismo - episodio 2: la regolamentazione della prostituzione confronta prostitute e femministe radicali", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/08/le-donne-sono-i-negri-del-femminismo-episodio-2.html.
Questo testo in italiano con filmati di dissolutezza in Periódico de Los Hombres de Valía: "Le donne sono i negri del Femminismo - episodio 2: la regolamentazione della prostituzione confronta prostitute e femministe radicali", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2016/08/le-donne-sono-i-negri-del-femminismo-2.html.
Ce texte en français sans films de libertinage au Men of Worth Newspaper: "Les femmes sont les nègres du Féminisme - épisode 2: la réglementation de la prostitution confronte les prostituées et les féministes radicales", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/08/les-femmes-sont-les-negres-du-feminisme-episode-2.html.
Ce texte en français avec films de libertinage au Periódico de Los Hombres de Valía: "Les femmes sont les nègres du Féminisme - épisode 2: la réglementation de la prostitution confronte les prostituées et les féministes radicales", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2016/08/les-femmes-sont-les-negres-du-feminisme-2.html.
Eso texto en español sin películas de putaría en Men of Worth Newspaper: "Las mujeres son los negros del Feminismo - episodio 2: la reglamentación de la prostitución confronta prostitutas y feministas radicales", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/08/las-mujeres-son-los-negros-del-feminismo-episodio-2.html.
Eso texto en español con películas de putaría en Periódico de Los Hombres de Valía: "Las mujeres son los negros del Feminismo - episodio 2: la reglamentación de la prostitución confronta prostitutas y feministas radicales", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2016/08/las-mujeres-son-los-negros-del-2.html.
This text in English without licentiousness movies at Men of Worth Newspaper: "Women are the negroes of the Feminism - episode 2: prostitution regulation confronts prostitutes and radical feminists", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/08/women-are-the-negroes-of-the-feminism-episode-2.html.
This text in English with licentiousness movies at Periódico de Los Hombres de Valía: "Women are the negroes of the Feminism - episode 2: prostitution regulation confronts prostitutes and radical feminists", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2016/08/women-are-negroes-of-feminism-episode-2.html.
Texto original em português sem filmes de putaria no A Vez das Mulheres de Verdade: "A mulher é o negro do Feminismo - episódio 2: regulamentação da prostituição confronta prostitutas e feministas radicais", http://avezdasmulheres.over-blog.com/2016/08/a-mulher-e-o-negro-do-feminismo-episodio-2.html.
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2016-08-13T13:52:07+02:00

Do perfil da Abigail: feliz Dia dos Pais

Publicado por Abigail Pereira Aranha
Papai, agora que eu fiz 16 anos e comecei a trabalhar, descanse um pouco. Pai, o sr. me deu amor e me preparou para o mundo, agora vai me ter dentro dele. Muito obrigada por tudo! Olhe aqui o resultado da comida e dos cuidados que o sr. trabalhou para me dar. Feliz Dia dos Pais!

- Papai, agora que eu fiz 16 anos e comecei a trabalhar, descanse um pouco. Pai, o sr. me deu amor e me preparou para o mundo, agora vai me ter dentro dele. Muito obrigada por tudo! Olhe aqui o resultado da comida e dos cuidados que o sr. trabalhou para me dar. Feliz Dia dos Pais!

Abigail Pereira Aranha

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2016-08-10T18:07:07+02:00

A mulher é o negro do Feminismo - episódio 1: uma colunista despreza mulheres indianas que defendem os homens

Publicado por Abigail Pereira Aranha

Mulheres são defensoras ardorosas de poderoso movimento dos Direitos dos Homens da Índia

Da equipe Women In The World

06/12/15

Uma foto de Deepika Bhardwaj (terceira da esquerda para a direita), uma ativista dos direitos dos homens na Índia. (Facebook / Deepika Narayan Bhardwaj - Voice of Falsely Accused Men, voz dos homens falsamente acusados)

Uma foto de Deepika Bhardwaj (terceira da esquerda para a direita), uma ativista dos direitos dos homens na Índia. (Facebook / Deepika Narayan Bhardwaj - Voice of Falsely Accused Men, voz dos homens falsamente acusados)

Um crescente "movimento de direitos dos homens" na Índia tem como alguns dos seus apoiantes mais fervorosos um grupo de mulheres que dizem que as leis de assinatura do país protegendo as mulheres contra abuso, estupro e agressão sexual injustamente vitimizam homens. As mulheres que fazem parte de Ativistas de Direitos dos Homens da Índia (MRA), incluindo uma com um PhD em estudos femininos, disse à Buzzfeed elas são antifeministas e testemunharam homens em suas próprias vidas sendo vitimados pelas leis do país. Elas criticam mais de 40 leis do país que se relacionam com a protecção das mulheres e falta de leis que protejam igualmente homens, e dizem que os homens também são injustamente vitimados por leis de divórcio e de custódia.

O aumento dos MRA contraria a crescente popularidade do feminismo na Índia, onde se tornou um ponto de fala nacional e tema popular em Bollywood. Os ativistas tentaram contrariar a mensagens de apoiadores pró-feministas, usando hashtags on-line incluindo #FeminismTerrorism e #FeminismIsCruelty. Deepika Bhardwaj, uma cineasta de 29 anos de idade, disse que o ódio coletivo dos MRA vem da "rejeição pura e simples dos homens e seus problemas" pelas feministas.

"Quando [feministas] estavam empoderando um gênero, elas poderiam ter previsto que isso poderia levar o outro género a ser vitimizado", disse ela.

Leia a história completa em BuzzFeed.

Women In The World, The New York Times, 06 de dezembro de 2015, http://nytlive.nytimes.com/womenintheworld/2015/12/06/women-are-ardent-supporters-of-indias-powerful-mens-rights-movement

Meus comentários

Seção "MULHERES no mundo" (Women In The World). Isso me deixa indignada: isso é Feminismo, isso reforça a idéia de que mesmo o Feminismo é ruim apenas quando MULHERES dizem que é.

Você pode ver a hiperligação neste artigo para o texto completo no BuzzFeed. Porra! O que eu estava dizendo antes de ler este artigo, a propósito, e está no último parágrafo?

A mídia, ele disse [Amit Lakhani, um MRA], muitas vezes quer mulheres falando sobre os direitos dos homens na televisão porque isso "dá mais olhos." "Se isso nos dá mais consciência e cobertura, então estamos bem com isso", disse ele. "Nós aceitamos."

E você sentiu algum escárnio nesse artigo mais curto? O texto completo é de uma mulher, Tasneem Nashrulla, título "Estas são as mulheres indianas que lutam por 'direitos dos homens'". Lead: "Em um país onde o número de agressões sexuais contra as mulheres está aumentando, um punhado de mulheres na Índia estão lutando pelas pessoas que elas acreditam que são as verdadeiras vítimas: seus homens". Isso pode ser uma confirmação do que eu disse março de 2015, mais de 8 meses antes, em "Mulheres Contra o Feminismo e o Feminismo contra elas - parte 4: vinte anos de silêncio": o Feminismo pode estar dispensando as mulheres como o Socialismo fez com os proletários.

Abigail Pereira Aranha

Questo testo in italiano senza filmati di dissolutezza in Men of Worth Newspaper: "Le donne sono i negri del Femminismo - episodio 1: una giornalista disprezza donne indiane che difendono gli uomini", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/08/le-donne-sono-i-negri-del-femminismo-episodio-1.html.
Questo testo in italiano con filmati di dissolutezza in Periódico de Los Hombres de Valía: "Le donne sono i negri del Femminismo - episodio 1: una giornalista disprezza donne indiane che difendono gli uomini", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2016/08/le-donne-sono-i-negri-del-femminismo.html.
Ce texte en français sans films de libertinage au Men of Worth Newspaper: "Les femmes sont les nègres du Féminisme - épisode 1: une chroniqueuse méprise femmes indiennes qui défendent les hommes", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/08/les-femmes-sont-les-negres-du-feminisme-episode-1.html.
Ce texte en français avec films de libertinage au Periódico de Los Hombres de Valía: "Les femmes sont les nègres du Féminisme - épisode 1: une chroniqueuse méprise femmes indiennes qui défendent les hommes", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2016/08/les-femmes-sont-les-negres-du-feminisme.html.
Eso texto en español sin películas de putaría en Men of Worth Newspaper: "Las mujeres son los negros del Feminismo - episodio 1: una columnista desprecia mujeres de la India que defienden a los hombres", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/08/las-mujeres-son-los-negros-del-feminismo-episodio-1.html.
Eso texto en español con películas de putaría en Periódico de Los Hombres de Valía: "Las mujeres son los negros del Feminismo - episodio 1: una columnista desprecia mujeres de la India que defienden a los hombres", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2016/08/las-mujeres-son-los-negros-del.html.
This text in English without licentiousness movies at Men of Worth Newspaper: "Women are the negroes of the Feminism - episode 1: a female columnist despises Indian women who defend men", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/08/women-are-the-negroes-of-the-feminism-episode-1.html.
This text in English with licentiousness movies at Periódico de Los Hombres de Valía: "Women are the negroes of the Feminism - episode 1: a female columnist despises Indian women who defend men", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2016/08/women-are-negroes-of-feminism-episode-1.html.
Texto original em português sem filmes de putaria no A Vez das Mulheres de Verdade: "A mulher é o negro do Feminismo - episódio 1: uma colunista despreza mulheres indianas que defendem os homens", http://avezdasmulheres.over-blog.com/2016/08/a-mulher-e-o-negro-do-feminismo-episodio-1.html.
Texto original em português com filmes de putaria no A Vez dos Homens que Prestam: "A mulher é o negro do Feminismo - episódio 1: uma colunista despreza mulheres indianas que defendem os homens", http://avezdoshomens.blogspot.com/2016/08/a-mulher-e-o-negro-do-feminismo.html.

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2016-08-06T13:47:03+02:00

A Sociedade dos Garotos - parte 6: Sobre o choro, o riso, o fingimento e o sexo

Publicado por Abigail Pereira Aranha

Abigail Pereira Aranha

Uma das coisas mais ridículas que nós vemos hoje em dia é a série de postagens "poderosas" nas redes sociais escritas e compartilhadas por pessoas medianas. Mulheres que estão há anos valorizando o homem errado dizendo que vão jogar os céus sobre a cabeça do seu homem, mas são pacientes; vacas antipáticas e ridículas dizem para quem não perguntou que elas não se importam com a opinião dos outros, mas o perfil desinteressante do Facebook só é visível para amigos; rapazes sexualmente mal resolvidos e com empregos que odeiam se dizendo fortes e independentes; e por aí vai. Já houve um tempo em que a inversão teatral da verdade podia ser convincente. Agora que temos cada vez mais semianalfabetos nos corpos discentes e docentes das universidades, esquerdistas notoriamente estúpidos como colunistas da grande imprensa e outros farsantes sem brilho próprio em posições de destaque, alguns farsantes podem se reconhecer nos outros farsantes e atacar a si mesmos uns nos outros.

Vamos começar a analisar esta falsidade pela questão do choro. Antes, vamos lembrar que ser forte não significa ter menos ou não ter motivos pra chorar, pessoas fortes apenas aguentam mais sem chorar ou antes de chorar. E vamos lembrar também que os homens sempre foram os que pegaram os serviços mais pesados, e nas sociedades mais rústicas, eram eles que pegavam quase todo o serviço braçal, e todo o serviço insalubre e com risco de morte. Qualquer cidade antiga menor que um centro de cidade pequena hoje, qualquer povoado como muitos do Brasil do século XVIII ou qualquer aldeia indígena ou africana era proteção de alguns perigos da Natureza e um lugar com um pouco mais de conforto. Mas quando alguém precisava sair de lá para, por exemplo, a caça, eram homens. Eles tinham as ferramentas que eles inventaram, as roupas que eles produziam, uns aos outros e só, eram eles que se expunham à Natureza. As mulheres trabalhavam também, mas em geral dentro da povoação ou, por exemplo, lavando roupa no riacho próximo. Ah, hoje em dia, há mulheres na polícia e no Exército. Não existe uma tropa policial só de mulheres ou de maioria feminina para enfrentar o crime organizado em favelas, por exemplo.

Agora, sim: você sabe por que nós choramos? As lágrimas emocionais descarregam alguns hormônios que causam tensão, como o cortisol e a corticotropina (ACTH). Você pode ver mais em "Psicobiología del Llanto" (Psicobiologia do choro), de Miguel A. Requejo, do Instituto Psicología Integral, em http://www.psicologointegral.com/sobre-mi/psicobiologia-del-llanto. E o que os rapazes aprendem desde pequenos? Homens não choram. Isso nem é um fingimento de força. Choramingo para manipulação é outra coisa. Quem diz que homens não choram quer negar a eles o direito de chorar se precisarem, e quando é homem, depois de ele mesmo aceitar essa negativa.

E os homens que iam à Natureza para o trabalho agrário, pastoril, de caça, de pesca em alto mar, de extração mineral, eles nunca estavam atrás de vaidade, eles estavam atrás do sustento do seu país inteiro, da sua comunidade ou, no mínimo, da sua própria família. Começamos aí: nas sociedades mais rústicas, os homens eram criados para o trabalho pesado, tanto pelas mães quanto pelo grupo social. Os homens começam aqui três contradições farsescas. A primeira é a de um sentimento de fraqueza e desamparo combinado com uma imagem externa que nem é de força para superar dificuldades, é de menos dificuldades. A segunda é a do desconforto da exposição direta ao mundo real combinada com a imagem pública que se espera dele no grupo social. A terceira é a da dedicação a um trabalho de importância crucial para a vida familiar e social combinada com um sentimento de inferioridade em relação a todos os outros.

Toda essa farsa interior dos homens começa com a farsa das mães, mas a sociedade também adota três contradições farsescas das mulheres. A primeira é a de que a mulher que não gosta de sexo, não oferece sexo e foge de agradar os homens heterossexualmente é a mulher verdadeiramente feminina. A segunda, consequência da primeira, é a de que a "diva" é a mulher sexualmente atraente que, com a possível exceção de um marido e/ou alguns bandidos, não faz sexo e foge do sexo. A terceira é a de que a mulher que não é agradável aos homens fisicamente ou nem mesmo é de modos agradáveis é mais digna de valor do que a mulher que é. A farsa feminina é funcional e é o meio de vida de todas as mulheres de medianas para baixo, fisicamente ou mentalmente, e da maioria das acima de medianas. A farsa dos homens é só uma encarnação da farsa das mulheres.

Daí pra frente, quase toda a vida é farsa. Você já observou que toda mulher que se passa como inteligente e bem resolvida mora em um lugar ordinário e é infeliz em relacionamentos amorosos? Você já observou que todo homem seguro de si teve infância infeliz? Você já observou que todos os povos valentes são das regiões mais irrelevantes do país ou do mundo? Mais: por que a velhice deve ser respeitada como sinal de sabedoria e respeitabilidade? Ou de onde vem o respeito às autoridades, se não da petição de princípio de que a própria posição prova a competência técnica necessária para ela, ou mesmo um nível intelectual e moral maior que os comandados em geral?

Se as mulheres medíocres em posição de destaque são mais obviamente imbecis, patéticas e sem mérito, é porque as mulheres encontram um terror da figura materna que atrapalha os outros de verem esse óbvio ou dizê-lo publicamente. Com isso, as mulheres são menos exigidas, e as mulheres atraentes ainda são mimadas pelos homens por causa da heterossexualidade masculina mais aquele terror da figura materna. Os homens são diferentes, muitos deles não apenas constroem uma imagem pública falsa, eles também são essa imagem. Bom, eles são e não são. Por exemplo, quantos dos homens dos 1% mais altos salários do Brasil ou dos Estados Unidos tomam calmantes para dormir? Outro exemplo: o que um homem de alto escalão da administração pública já foi capaz de fazer e um empregado que ganha dois salários mínimos não faria nem sob ameaça de fome ou de morte? Outro exemplo: o que um executivo ou um funcionário público de alto escalão recebe de humilhações e, em vez de cair fora, prefere garantir a pose de que qualquer trabalhador que ganha pouco, mas não vende a dignidade, quer estar no lugar dele?

E um homem ciumento acompanhado da namorada é o retrato da farsa masculina. Primeiro, o homem tem uma mulher ao lado e age como se tivesse um grande tesouro ou algo parecido. Então, ele tem de proteger a mulher. Proteger do quê? Ah, proteger de qualquer homem que olhar para ela na rua. Ele vê esse homem e beija a moça para mostrar que ela está com ele. Sério? E nesse ponto, namorados de mulheres bonitas não são diferentes de namorados de mulheres feias que são desinteressantes em todos os aspectos, porque estes últimos precisam de tal inversão farsesca para si mesmos que extravasa para o mundo real. Afinal, eles são apaixonados pelo mínimo de chance com qualquer vaca medíocre, e elas são apaixonadas por homens ciumentos. E este é um homem comum. A diferença entre ele e o homem destacado que tem várias mulheres é que a farsa do último se multiplica.

A guerra e a violência de homens contra homens são a prova de que muitos homens têm uma noção animalesca do que é a própria masculinidade humana, porque sempre foram rodeados de idiotas e farsantes literalmente desde o berço. Por sinal, por toda a História até uns 2 ou 3 séculos atrás, a humanidade foi capaz de entregar a Medicina para analfabetos, a Meteorologia para chefes religiosos, as ciências da vida cotidiana para gente despreparada que às vezes odiava a ciência, mas levou a sério a guerra e a religião. Por quê? Todos tinham medo do mundo real, e um sentimento de desamparo, o único poder possível era sobre o semelhante.

Quanto à violência de homens contra mulheres, em primeiro lugar, associar o estupro à heterossexualidade masculina é uma estupidez de nível lésbico. Você sabe como é uma penetração vaginal ou anal sem lubrificação? Vamos supor que um homem em particular consiga ficar tão estimulado para penetrar uma mulher à força quanto um homem mediano em uma relação sexual normal ou vendo pornografia normal. Vai ser horrível, desconfortável, para ele e para ela. No mínimo, ele vai ter o atrito da glande, que é a parte mais sensível do pênis, com a vagina seca. O prazer que esse homem vai ter não vai ser o prazer sexual. Nós podemos ver com mais clareza que prazer é esse nos casos de estupro coletivo em guerras, que quando não é em lugar aberto na terra do povo atacado, é na presença de homens da família da vítima. É o que acontece, talvez seja menos visível, nos casos mais comuns de estupros (de homens contra mulheres) na civilização ocidental, que são os casos de demonstração de força de criminosos, de vingança de criminosos contra outros criminosos ou de vinganças de homens mais atrevidos da população comum contra outros homens. Você deve ter notado que eu me refiro aqui a estupros de verdade, não a boatos de vacas da periferia ou estorinhas de vadias contra ex-maridos. O prazer do estuprador quase sempre é cumprir o objetivo de atingir outro homem específico, de atingir os homens de uma coletividade em geral ou de autoafirmação através de um homem aleatório. Sim, esse estupro de uma mulher era para atingir outro homem, porque um homem livre típico da história da humanidade tinha a proteção ou o sustento de alguma mulher, que podia ser esposa, mãe, filha ou irmã, como algo que definia a vida dele mesmo; e mesmo um bandido graúdo tinha sua namorada ou as suas "garotas". Mas também há uma minoria de casos em que o estuprador tem o objetivo de atingir a mulher estuprada. Um caso comum é o que o autor é ex-namorado ou ex-marido magoado com o fim do relacionamento. Nós podemos ver que o estupro não tem nada a ver com heterossexualidade masculina nos casos em que o ex-namorado ou ex-marido mata a mulher antes do estupro. Mas você observou que eu disse lá atrás "violência de homens contra mulheres" em vez de estupro? Não é porque muita gente resume uma coisa à outra, é para mostrar como essa questão está mergulhada em farsa. Se realmente quase todos os estupros são para atingir outros homens, ligados às vítimas, as mulheres são a minoria dos alvos planejados de violência em geral e mesmo dos próprios casos de estupro (de homens contra mulheres). Portanto, existe um medo, mesmo dos criminosos, de sequer pensar em atacar uma mulher como alvo direto. Esse medo não vem só do terror materno, vem também da possibilidade da reação de outros homens.

Ainda sobre violência de homens contra mulheres, vamos discutir o assédio sexual (de homens a mulheres). Assédio sexual pode ser muito chato, mas não é violência como o roubo, muito menos como uma agressão física ou um estupro. E não estou chamando de assédio sexual qualquer delírio de grandeza de lésbica de corpo ridículo e cara de macaco. A questão do assédio sexual de homens a mulheres também é mergulhada na farsa. Primeiro, os homens da população geral e o sistema judiciário defendem qualquer mulher que diga que foi assediada como se eles tivessem realmente nascido para isso (defender a mulher). Segundo, um homem comum pode, digamos, defender uma mulher que diga que foi assediada cometendo, aí sim, uma violência prevista em lei (desde ameaça até homicídio). Terceiro, e resumindo tudo, horror a homem foi transformado em direito garantido por lei, não raro enquanto o adultério (que, mesmo condenável, é relação consensual de uma pessoa casada com uma terceira), a prostituição ou a pornografia ainda são crimes.

Vou pular a parte de por que nós rimos e de por que nós gostamos de sexo, hehehehe. Mas você já observou como o humorismo em geral é imbecil? Tanto o povo em geral quanto os humoristas em geral têm medo de rir do ridículo, têm medo de rir de pessoas ridículas, e criam um riso de mentira. Então, o público gosta de um programa como o "Chaves", onde a piada é um depreciar o outro, um bater no outro, além de que a própria trama é absurda, os personagens são atípicos, os diálogos são dementes. Aí, alguém vai dizer que "Chaves" é bom porque não tem palavrão nem sexo. Não refutou nada do que eu disse e ainda acrescentou dois problemas. O primeiro é o pensamento de que sexo não tem graça. Eu mesma, como a minha periquita tem mais passagens do que roleta de ônibus, tenho um bocado de historinhas engraçadas. Eu também poderia tentar fazer piadas com outros assuntos, mas com nudez feminina ou sexo no meio, e a piada ficar boa. O segundo problema, e realmente é um problema, é o das piadas ruins com apelo sexual. E este é o mesmo problema do riso nervoso, de inventar graça onde ela não existe para fugir de rir de outras coisas realmente risíveis, mais um apelo à sexualidade insatisfeita. O "Chaves" é do México, país em desenvolvimento, vamos para os Estados Unidos ou a Inglaterra: os quadros humorísticos gravados na rua são para você assistir alguém debochando dos outros. Por exemplo, um ator dá um susto idiota em gente que passa ou uma atriz sexy com roupas provocantes faz uma brincadeira estúpida com homens que passam. Pelo menos no Brasil, onde a situação é parecida, os quadros são tão infelizes que às vezes atores apanham ou quase apanham de alguém que não gostou da brincadeira sem graça. Afinal, este humorismo não é rir com o outro, é rir do outro. Já observou também que hoje em dia, quando a piada é boa, o piadista pode ganhar um processo? É porque, como você já deve ter notado, o humorismo bom é aquele que diz uma verdade séria, ou pelo menos ataca alguém ou alguma coisa que incomoda no mundo real.

Uma pergunta que pode parecer ninfomaníaca, mas que ilustra o que é a vida de fingimento: por que os países onde supostamente as pessoas não se importam umas com as outras têm leis contra a prostituição e a pornografia? Mais: por que, nos Estados Unidos, uma pessoa pode ser agredida na rua sem que alguém socorra, mas uma prostituta pode ser denunciada? 1) As mulheres prostitutas ou que posam para materiais eróticos e pornográficos representam o mais próximo de "mulher" no sentido próprio da palavra, mesmo que não sejam na vida real. 2) Mulheres-mães, que odeiam a feminilidade e vivem do terror dos homens-filhos pela figura materna, odeiam isso. 3) Homens-filhos também odeiam isso, porque não passam de corpos hospedeiros da mente das mulheres-mães. 4) Mulheres fisicamente atraentes não gostam muito mais de sexo do que as mulheres feias e repulsivas, e é menos provável que elas sonhem com carreiras na prostituição ou na pornografia que com um casamento tradicional ou uma vida de luxo nas costas de um otário rico. 5) As feridas interiores incluem má qualidade de vida sexual, e assim como a castidade é a glorificação forçada da frustração sexual, a postura de imponência e dureza não passa de inversão teatral de pessoas fracas feridas por dentro.

Questo testo in italiano senza filmati di dissolutezza in Men of Worth Newspaper: "La Società degli Ragazzini - parte 6: A proposito del pianto, il riso, la simulazione e il sesso", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/08/la-societa-degli-ragazzini-parte-6.html.
Questo testo in italiano con filmati di dissolutezza in Periódico de Los Hombres de Valía: "La Società degli Ragazzini - parte 6: A proposito del pianto, il riso, la simulazione e il sesso", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2016/08/la-societa-degli-ragazzini-parte-6.html.
Ce texte en français sans films de libertinage au Men of Worth Newspaper: "La Société de les Gamins - partie 6: A propos de les pleurs, le rire, la simulation et le sexe", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/08/la-societe-de-les-gamins-partie-6.html.
Ce texte en français avec films de libertinage au Periódico de Los Hombres de Valía: "La Société de les Gamins - partie 6: A propos de les pleurs, le rire, la simulation et le sexe", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2016/08/la-societe-de-les-gamins-partie-6.html.
Eso texto en español sin películas de putaría en Men of Worth Newspaper: "La Sociedad de los Chiquitos - parte 6: Sobre el llanto, la risa, la simulación y el sexo", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/08/la-sociedad-de-los-chiquitos-parte-6.html.
Eso texto en español con películas de putaría en Periódico de Los Hombres de Valía: "La Sociedad de los Chiquitos - parte 6: Sobre el llanto, la risa, la simulación y el sexo", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2016/08/la-sociedad-de-los-chiquitos-parte-6.html.
This text in English without licentiousness movies at Men of Worth Newspaper: "The Little Boys Society - part 6: About crying, laughter, simulation and sex", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/08/the-little-boys-society-part-6.html.
This text in English with licentiousness movies at Periódico de Los Hombres de Valía: "The Little Boys Society - part 6: About crying, laughter, simulation and sex", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2016/08/the-little-boys-society-part-6.html.
Texto original em português sem filmes de putaria no A Vez das Mulheres de Verdade: "A Sociedade dos Garotos - parte 6: Sobre o choro, o riso, o fingimento e o sexo", http://avezdasmulheres.over-blog.com/2016/08/a-sociedade-dos-garotos-parte-6.html.
Texto original em português com filmes de putaria no A Vez dos Homens que Prestam: "A Sociedade dos Garotos - parte 6: Sobre o choro, o riso, o fingimento e o sexo", http://avezdoshomens.blogspot.com/2016/08/a-sociedade-dos-garotos-parte-6.html.

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2016-07-25T21:07:12+02:00

Mulher, o ponto fraco dos cristãos conservadores - parte 2: até tu, Olavo de Carvalho?!

Publicado por Abigail Pereira Aranha

Abigail Pereira Aranha

Olavo de Carvalho

24 de julho de 2016 às 01:27

A atração do homem pela beleza feminina tem pouco ou nada a ver com "sexo". É um impulso imensamente mais forte e mais vasto, que transcende não só a esfera do interesse sexual, mas a da vida terrestre inteira. Quem reduz isso ao sexo é como aquele sapo da fábula, que, contemplando o céu do fundo do poço onde morava, o definia como um buraquinho no teto da sua casa.

(https://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/670603533091724)

Comentei no original:

Como assim?! Então, eu te pergunto não o objetivo da beleza, mas o que é a beleza feminina. A própria afirmação é puro puritanismo enrustido, uma confusão mental juntando fantasias sexuais insatisfeitas com falso moralismo e ginolatria.

Olavo de Carvalho

24 de julho de 2016 às 08:36

Você fica de pau duro imediatamente sempre que vê uma mulher bonita? Ou, ao contrário, primeiro se sente atraído pela beleza e ENTÃO fica de pau duro?

(https://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/670720919746652)

Comentei no original:

Primeiro, o que o sr. chama de beleza feminina? Segundo, o que tem de anormal em um homem ficar de pau duro com uma mulher? O ódio ao sexo traz confusão mental misturando fantasias sexuais insatisfeitas, manginice ("mangina" é um homem com cabeça de mulher) e transformação de falta de orgasmo em moral superior.

Ainda de manhã, eu fui BLOQUEADA na página! E eu nem disse "viva o ateísmo e a putaria". E eu nem ganhei uma notinha "bloqueei uma certa Abigail P. Aranha"!

E depois que eu fui bloqueada, mais uma pérola:

Olavo de Carvalho

25 de julho de 2016 às 15:54

Se a ânsia da beleza não antecedesse, abarcasse e transcendesse o desejo sexual em vez de nascer dele, toda vez que admiramos a beleza de uma criança ficaríamos excitados sexualmente primeiro. Seríamos todos pedófilos. A psicologia do dr. Freud aplica-se corretamente aos macacos bonobos, não a seres humanos.

(https://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/671406869678057)

Primeiro, o professor menciona uma "beleza feminina" que ele não esclarece o que é, mas diz que "transcende não só a esfera do interesse sexual, mas a da vida terrestre inteira". O que só faz sentido não só considerando a beleza feminina como beleza física na visão de um homem no sentido erótico-sexual, mas considerando uma repressão sexual com uma sexofobia da época da Inquisição, e uma mistura do desejo sexual que se tenta eliminar com a repressão sexual em si, tipo uma mentira sexual para si mesmo. Então, a única transcendência é a da sexualidade insatisfeita para a imaginação da vida em geral. E o pior, tenta-se transformar a má qualidade de vida sexual e o ódio ao sexo em princípio superior de moralidade. E isso parece ser tudo que vai sobrar do Conservadorismo cristão no curto prazo.

E como prova do que eu dizia, nos comentários das outras duas postagens e no parágrafo anterior, o autor que já especificava uma "beleza feminina", o que subentende uma possível "beleza masculina", agora especifica uma beleza infantil que obviamente não é erótico-sexual. Mas tentando uma redução ao absurdo de dizer que se a admiração masculina à beleza feminina fosse de origem sexual, a admiração do homem adulto à beleza infantil seria pedofilia, o professor Olavo não só faz uma confusão de mulher bonita com criança bonita, ele faz exatamente o contrário do que ele pretendia: em vez de amolecer o pau diante de uma mulher, ele cresce o pau diante de uma criança. Ou melhor, ele faz as duas coisas, para transformar o sexo no mínimo em uma picuinha terrena, ele projeta o sexo, ou a penetração, onde não existe. Como diz o ditado, "quem desdenha quer comprar".

Em novembro de 2012, eu escrevi "A Sociedade dos Garotos - parte 2: Os homens não agradam as mulheres por sexo (antes fosse)". Esse foi um exemplo do que eu estava dizendo, que talvez ajude os leitores a entenderem o que eu disse.

Mas 6 dias antes, eu comentei uma outra postagem e até o meu comentário ter sido apagado, só teve uma resposta do amigo Astaroth Realista e dois "likes", um dele e outro do amigo Eric Fernando. Já volto aos dois amigos. Não é qualquer comentarista lá que tem duas curtidas. Se o comentarista é um antiolavista, aí ele ganha atenção (às vezes, até a minha). Eu, portanto, fui tratada com desprezo ou com aquele medo que faz fingir desconhecimento. Como os amigos do Facebook já observaram, eu entro para acrescentar em grupos de direita, mesmo eu sendo anarquista, ou em grupos cristãos conservadores, mesmo eu sendo uma ateia pró-putaria. E eu fui ignorada exatamente quando eu fiz um comentário crítico que poderia ser construtivo. Eu prefiro ser chamada de feminista a isso. E quando eu fui bloqueada na página do Olavo de Carvalho, eu tive a comprovação de que aquela minha crítica foi tratada com pose fingida de indiferença superior, porque eu estava irrespondivelmente certa. Mas isso me leva também a me emocionar por todos os meus amigos dentro e fora da internet e por aqueles meus dois amigos em particular. Porque o prêmio de ter amizades como as deles me leva também a pensar como eu posso fazer um trabalho mais bacana, mais eficiente e mais edificante, porque eu tenho alguns pontos que eu deixei de trabalhar neles há alguns anos e que eu acho que a turma vai gostar se eu voltar. Nós podemos nunca nos encontrar pessoalmente, mas pela internet nós podemos nos unir, nos fortalecer e nos aliviar (não pensem só nas fotos de mulher boazuda e nos filmes de sacanagem que eu compartilho). Como eu já disse há alguns meses na página do Olavo, o Brasil não pode ser salvo, só pode ser superado. Agora eu vou mostrar o tal comentário, e a postagem original, e com isso eu encerro:

Olavo de Carvalho compartilhou a foto de Filipe Barros.

18 de julho de 2016 às 19:05

Fazer suruba e fumar maconha, isso que as crianças estão aprendendo nas escolas brasileiras.

Filipe Barros. Londrina sem Gênero. DENÚNCIA: Revista PORNOGRÁFICA sendo distribuída para crianças de 14 ANOS nas ESCOLAS.

Filipe Barros

18 de julho de 2016 às 13:31

[DENÚNCIA] Revista PORNOGRÁFICA sendo distribuída para crianças de 14 ANOS nas ESCOLAS:

Um pai entrou em contato comigo e me fez a denúncia: uma revista com com cenas de SEXO ORAL e manual do uso de MACONHA está sendo distribuída em algumas escolas de Londrina, por um grupo de pessoas que se dizem "poetas". AGUARDEM VÍDEO SOBRE O ASSUNTO.

Assine a petição "Londrina sem Gênero" bit.ly/nao-genero. Precisamos de 16.000 assinaturas de londrinenses. Obrigado por compartilhar!

(https://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/667610610057683, compartilhando https://www.facebook.com/filipe.londrina/photos/a.246953735687269.1073741828.239800806402562/257064198009556)

Abigail Pereira Aranha Caros comentaristas, foi por falta de analfabetos nervosinhos e vacas do interior caluniando as moças da cidade que a militância socialista-feminista consegue vitória atrás de vitória no Brasil e nos Estados Unidos há mais de 50 anos? O que vocês conseguiram nesse tempo todo censurando seios, prendendo clientes de prostitutas e fazendo vista grossa para assassinatos de prostitutas?

Professor Olavo de Carvalho, eu já te disse que quando o sr. escreve como católico, perde o brilho que tem como jornalista e filósofo. Mas indicar Your Brain on Porn, que é uma reedição de lendas urbanas do século XIX?! Ora, porra!

Eu fui responder ao Lucas Farias De Lara [https://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/667610610057683?comment_id=667613130057431, que Olavo respondeu indicando aquela página], mostrar pra ele um artigo médico de verdade sobre o assunto publicado em 2014 ["Seu cérebro e pornografia: não é vício", do dr. David Ley] e, olha só, eu já dizia no meu modesto trabalho em 2009 que a censura ao sexo na internet acabaria tendo uso político ideológico (uso ideológico por políticos). Eu fui compartilhar um atalho daquele artigo no meu blogue A Vez dos Homens que Prestam, que é antifeminista, eram 13 respostas no tópico. Apareceu "14 respostas", mas sumiu a minha. Compartilhei o atalho para o mesmo texto na página A Voice for Men Brasil. Apareceu "15 respostas", mas sumiu a minha. E entre 2009 e hoje, já tivemos países altamente feministas que censuraram a pornografia na internet em nível nacional.

E se essa denúncia específica for verdadeira, o que vocês vão fazer? Pregar uma vida sexual miserável como as das avós analfabetas e caipiras de vocês? O que a guerra ao sexo conseguiu em 50 anos além de consolidar o eleitorado esquerdista? Criem inteligência fora da militância lésbico-socialista ou vocês vão morrer junto com a extrema-esquerda.

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2016-07-21T23:39:09+02:00

Facebook derruba páginas de direita... e a vítima de arbitrariedade é ele

Publicado por Abigail Pereira Aranha

"STF suspende decisão da Justiça do Rio que bloqueou WhatsApp" (Mariana Oliveira, TV Globo em Brasília, 19 de julho de 2016):

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, decidiu na tarde desta terça-feira (19) derrubar a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que manteve o aplicativo bloqueado desde as 14h.

(...) Agora, o Supremo vai notificar a Justiça do Rio de Janeiro sobre o restabelecimento do serviço. Não há previsão de quanto levará para o aplicativo voltar a funcionar. Mas, por volta das 17h50, usuários de São Paulo já relatavam que o serviço tinha voltado a operar.

Na ação, o PPS argumenta que a decisão fere a liberdade de expressão e a liberdade de manifestação.

Nesta terça, empresas de telefonia receberam uma notificação para bloquear o aplicativo depois de o Facebook, empresa proprietária do WhatsApp, se recusar a cumprir uma decisão judicial e fornecer informações para uma investigação policial.

Para o presidente do Supremo, o bloqueio foi uma medida desproporcional porque o WhatsApp é usado de forma abrangente, inclusive para intimações judiciais, e fere a segurança jurídica.

Na decisão, Lewandowski destacou que o entendimento da juíza do Rio foi "pouco razoável e desproporcional" porque deixou milhões de brasileiros sem o meio de comunicação.

(...) Lewandowski disse que, ao tomar a decisão, não entrou no debate sobre a obrigação de a empresa fornecer informações requisitadas por autoridades.

(...) Segundo a juíza Daniela Barbosa, da Justiça do Rio, o Facebook, empresa proprietária do WhatsApp, foi notificado três vezes para interceptar mensagens que seriam usadas em uma investigação policial em Caxias, na Baixada Fluminense.

(...) O presidente-executivo do WhatsApp, Jan Koum, usou sua conta no Facebook para criticar o bloqueio do aplicativo no Brasil. Ele classificou a ação como "chocante". "Como antes, milhões de pessoas estão separadas de seus amigos, famílias, clientes e colegas hoje, simplesmente porque estão pedindo informações que não temos", afirmou.

Mas isto aqui, que aconteceu no dia seguinte, não "fere a liberdade de expressão e a liberdade de manifestação":

Indiana Ariete

20 de julho de 2016 às 18:35

Minha página, Faca na Caveira, com quase 2 milhões de seguidores foi excluída pelo facebook arbitrariamente. As páginas:

*Bolsonaro Opressor - Quase 1 milhão de seguidores

*Sargento Fahur- Mais de um milhão de seguidores

*Moça não sou obrigada a ser feminista - 600 mil seguidores

*Desquebrando Tabu- Quase 400 mil seguidores

*Loira Opressora - Mais de 200 mil seguidores

Todas excluídas... E tem gente realmente achando que vivemos em uma democracia! Páginas com milhões de seguidores, os maiores portais de comunicação da direita, foram simplesmente censurados, sem motivo algum!

"Viva La Revolución"

(https://www.facebook.com/indiana.ariete.oficial/posts/518873008312796)

A lista atualizada:

1- Loira Opressora

2- Ter opinião não é crime

3- Bolsonaro Opressor 2.0

4- Faca na caveira

5- Desquebrando tabu

6- Moça não sou obrigada a ser feminista

7- Sargento Fahur

8- Memes de direita

9- Orgulho em ser de direita

10- South America Memes

11- Bolsonaro viril

12- incorretos

13- teoria do pai ausente

14- memeguy

(Kaio Magalhães, 21 de julho de 2016 às 13:43, https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1025347960880383&set=p.1025347960880383)

Feminismo sem Demagogia - Original

Todas excluídas... kkkkkkkkkkkkk

*Faca na Caveira, com quase 2 milhões de seguidores

*Bolsonaro Opressor - Quase 1 milhão de seguidores

*Sargento Fahur- Mais de um milhão de seguidores

*Moça não sou obrigada a ser feminista - 600 mil seguidores

*Desquebrando Tabu- Quase 400 mil seguidores

*Loira Opressora - Mais de 200 mil seguidores

Estamos sempre denunciando em massa!!!

kkkkkkkkkkkkk seus otários!

O Facebook é nosso!!! Não adianta criar paginas reservas vamos derrubar todas!!!

Machistas não passaram!

(Compartilhado por Kaio Magalhães, 21 de julho de 2016 às 15:33, https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1025406137541232&set=p.1025406137541232)

E ainda tivemos alguns liberais comentando o caso da censura a páginas de direita dizendo que o Facebook é uma empresa privada e faz o que quer impondo aos usuários as suas próprias regras. Isso é um exemplo de por que os liberais e "libertarians" se matam de cansaço para derrubar alguém do nível da Rainha Louca num meio de segundo mandato de um governo horrível até na visão de quem a elegeu. Dizer que o Suckerberg apagar conteúdo antissocialista na rede dele é liberdade é como dizer que a polícia apreender drogas na casa de um traficante é inconstitucional porque a casa é inviolável.

No dia em que o WhatsApp foi bloqueado, eu só tinha na cabeça que o dono era o mesmo do Facebook e as censuras que o Facebook fez a mim, eu já perdi três perfis; aos meus amigos, todo mês eu tinha um amigo em suspensão ou com perfil apagado por denúncia de esquerdista ou de "moralista"; e até a grupos que coordenavam as manifestações contra o PT. Aí, eu só me lembrei daquela música: "Sabe o que eu acho? Eu acho é pouco!". Depois eu fui descobrir por acaso que o PT-STF interveio. Curioso! Juntando as duas coisas (a liminar do STF e a derrubada de páginas de direita), ficou parecendo aquela cena do filme O Conde de Monte Cristo em que o conde (antes de ser conde) luta com um cara num duelo até a morte, ele vence, não mata o outro e o outro jura lealdade.

Pessoal, vamos tirar umas lições com esta história:

1) vamos usar outras redes sociais, como o Google Plus e o StumbleUpon;

2) nós podemos trabalhar melhor derrubando páginas esquerdistas no Facebook ou podemos trabalhar também em outras redes sociais e deixar o Facebook entrar no vermelho (duplo sentido) sem irmos junto;

3) esquerdista não é interlocutor divergente em um debate normal;

4) direitista estúpido não é aliado.

Abigail Pereira Aranha

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